Full, Incremental, Forever Forward e Synthetic Full no Veeam Backup & Replication
Quando se fala em backup, a primeira pergunta quase sempre é sobre a janela, mas o método que monta a cadeia de backup define muito mais do que isso: o espaço consumido no repositório, o tempo de restauração e o quanto o storage de produção vai sofrer. O intuito deste post é explicar o que muda de verdade entre cada método do Veeam Backup & Replication.
Basicamente, tudo começa com um full (arquivo VBK) seguido de incrementais (VIB), que copiam só os blocos alterados desde a ultima execução. O que muda de um método para outro é o que acontece com essa cadeia depois. Segundo a documentação da Veeam:
- Forward incremental com active full: de tempos em tempos o job lê a VM inteira de novo na origem. É a cadeia mais confiável, mas nesse dia a carga cai no storage de produção e na rede
- Forward incremental com synthetic full: o full é montado no próprio repositório a partir do full anterior e dos incrementais, sem tocar na produção, e a carga vai para o storage de backup
- Forever forward incremental: existe um unico full e o incremental mais antigo é injetado nele quando a retenção é atingida. Economiza espaço, mas cada merge gera I/O no repositório e o full tende a fragmentar
- Reverse incremental: o full é sempre o ponto mais recente, então o restore do ultimo ponto é o mais rápido, mas é o método com maior I/O no repositório. No Veeam Backup & Replication 13 ele foi marcado como deprecated e não aparece mais para novos jobs
E é aí que entra o Fast Clone. Em repositórios ReFS (Windows ou SMB) ou XFS com reflink (Linux), o Veeam não copia blocos de um arquivo para outro no synthetic full, no merge ou no compact, ele apenas referencia os blocos que já existem no volume. Ou seja, a parte pesada do synthetic full e do forever forward fica muito mais leve, e o novo full ocupa praticamente só os blocos novos. Lembrando que o Fast Clone não é usado com a deduplicação do Windows habilitada.
Na minha opinião, com Fast Clone disponível, o forward incremental com synthetic full semanal é o melhor equilíbrio para a maioria dos ambientes: a janela diária é só o incremental, o restore é rápido porque a cadeia é curta e o espaço fica próximo do forever forward. O active full eu deixo para uma vez por mês, para ter uma cópia lida direto da origem. Sem Fast Clone, o synthetic full custa caro no repositório e vale avaliar com calma o storage de backup.
No fim das contas, o importante é saber onde cada método coloca a carga: o active full na produção, o synthetic full e o merge no repositório. Se quiser ver isso na configuração do job, dá uma olhada no post sobre modos de backup no Veeam Backup & Replication 🙂
É isso aí, pessoal. Até a próxima!